Ínicio

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Uma pausa bem criativa

Tenho compartilhado aqui no blog e também nas redes sociais algumas reflexões, ideias, conceitos que vem acontecendo e surgindo neste período que carinhosamente batizei como "pausa criativa". É muito lindo o que estou vivendo e isso não significa que tem sido fácil. Fazer uma pausa para olhar para dentro, descobrir o que toca a alma, entender os medos, as possibilidades, reconhecer minha história, isso tudo exige coragem para seguir adiante e gentileza para cada Rosiane que vive dentro de mim. 

Muita coisa mudou desde o dia em que anunciei a pausa, lá no mês de abril (post aqui). Deixar ir e deixar vir é um movimento aberto, livre e constante como o vai-e-vem das ondas, que ora se expandem, ora se recolhem como quem busca acolher-se no seu íntimo.

Esta pausa tem sido também uma oportunidade incrível de me aventurar por caminhos antes não imaginados, resgatar memórias de infância, experimentar o novo, aprender, conhecer gente, trocar, compartilhar. Uma sensação única de poder viver um dia de cada vez. 


Pois bem. Ainda que muitas lapidações e reflexões sejam necessárias antes de retornar pra valer, muito provavelmente lançando uma nova marca, hoje apareço por aqui para contar que alguns produtos, pensados e criados com o carinho de sempre, vão voltar a circular, em edições especiais, ou seja, quantidades limitadas. Bateu uma saudade gigante de entregar um bocado de afeto ao mundo, sabe? E desta forma também será possível entender como essas criações chegam para você, como você as sente e também para manter essa conexão bem linda que existe entre nós. 

Gostou da novidade? 

As divulgações serão feitas nas redes sociais (insta e face) com uma marcação diferenciada [dia de lojinha] logo no início da postagem para te ajudar a reconhecer rapidamente os produtos que estão à venda, já que lá também compartilho ideias para te inspirar a colocar a mão na massa, fotos do processo criativo e outras 'cositas más'. 

E se você não me acompanha nas redes sociais e quiser conhecer as peças à venda, pode ficar tranquilo(a). É só mencionar seu endereço de email nos comentários aqui embaixo. Prometo te deixar por dentro de tudo, tudo, combinado?!

Coração está feliz demais com essa decisão e posso garantir que tem peças lindas à caminho. Amanhã mesmo já vou lançar o primeiro produtinho, que volta totalmente repaginado!

É muito amor! <3 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Caixa de memórias

Hoje imaginei como seria minha caixa de memórias. 

Senti o cheiro do bolo assando no forno, lembrei das conversas e risadas que marcavam os encontros à mesa. Senti o piso frio do quintal sob os meus pés, o cheiro das rosas do jardim, também das roupas estendidas no varal. Ouvi, por um instante, a música do Roberto Carlos tocando na rádio enquanto minha mãe preparava o café. Lembrei do caminho até a escola, do lanche simples na mochila, das aulas de educação artística. Lembrei dos muitos aniversários comemorados com bolo de cenoura.

Hoje lembrei das amigas de infância, das tardes dedicadas às tarefas de escola e às brincadeiras que eram tão nossas. Das roupinhas criadas para as bonecas com os restos de tecidos das costuras da minha mãe, da casinha "de mentirinha" montada no beiral da janela, das vezes em que peguei os sapatos de salto alto da irmã para brincar de ser gente grande. Lembrei das infinitas profissões que imaginei exercer um dia e também da mais inusitada: empacotadora! 


Lembrei dos tombos de bicicleta, da primeira vez no cinema para assistir E.T., do corte de cabelo estilo Chitãozinho & Xororó. Lembrei do meu trabalho em uma escolinha com apenas 14 anos, do varalzinho criado para expor os desenhos do pequenos alunos, do perfume Tati e da novela Barriga de Aluguel. Lembrei também das amigas do colegial, dos nossos encontros regados à uma alegria contagiante capaz de nos fazer esquecer das inquietudes que nos assombravam, do amor não correspondido, das incertezas com relação ao futuro. Lembrei dos trabalhos manuais, das tentativas da minha avó de ensinar-me crochê, da capa de fichário decorada com recortes de revistas. 

Nesta tarde senti uma imensa gratidão pelas pessoas que passaram pela minha vida. Das que já se foram, das que chegaram e das que estão por perto. Lembrei das pessoas com quem aprendi muito. Lembrei das aventuras vividas, dos encontros incríveis, de tanta gente linda. Sou meus filhos, sou meus amigos, sou família. E também sou gente. 


Somos o que vivemos. Somos o que aprendemos. Somos memórias. 

Sou a menina com a unha pintada, maria-chiquinha no cabelo, mãos na cintura, chinelos de dedo no pé e sorriso banguelo. Sou aquela criança doce, a adolescente rebelde, a jovem determinada. Sou ser humano de carne e osso com um pacote de emoções dentro do peito. Sou certeza e também medo. 

Sou as conchas recolhidas no vai-e-vem das ondas. Sou sol, sou terra, sou mar. Sou os lugares que conheci, as culturas que descobri, os ares que respirei. Sou as experiências que vivi, as recordações que guardei, as malas que arrumei, as incertezas às quais me entreguei. Vento, sol, calor, frio, neve. Sou o tempo, sou o espaço, dentro e fora de mim.

Sou cores, caminhos, descobertas e aprendizados. Sou dor, flor, sou saudade e lágrima. Sou afeto, pequenezas, sou abraço. Sou doçura e fúria. Sou calmaria e tempestade. Sou mãe, mulher, filha, amiga e guerreira. Sou muitas e muitas versões de mim mesma. 

Sou tudo isso e um pouco mais... 
Sou inteira. Sou intensa. Sou alma. Sou EU.


Agora me conta: quais são suas memórias? Que emoções, histórias e lembranças colocaria numa caixa? 
Pense. Relembre. Reviva. Permita-se esse tempo. Dê esse presente à você mesmo(a). 

Somos o que vivemos.
Somos o que aprendemos.
Somos memórias. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Uma calça jeans e três ideias fofas de reaproveitamento

Uma calça jeans rasgada, sem condições de uso, foi a matéria-prima principal para algumas criações que rolaram por aqui. Tudo muito simples, fácil de fazer e que pode render mimos para presentear as amigas e também organizar, perfumar e decorar sua casa. 

Animada para conhecer?
Então, vem comigo que vou te mostrar tudinho!

Ideia 1: porta-treco 

O bolso foi transformado em porta-treco e que também pode ser usado como lixeirinha de carro (já teve post com passo-a-passo aqui). Para esta peça usei o jeans (bolso), tecido estampado para fazer o acabamento na parte de trás, a alça e flor, botões e cola branca para artesanato. A peça também pode ser costurada; vai do seu gosto e habilidade. 


Ideia 2: sachês de coração 

Alguns retalhos do tecido renderam esses sachês de lavanda em forma de coração, costurados à mão. Flores de tecidos foram coladas para garantir aquele detalhe lindo que a gente tanto gosta! Para rechear os sachês, usei manta acrílica e lavanda seca. 


Ideia 3: cestinhos multiuso 

As pernas da calça também foram reaproveitadas e deram vida à cestinhos fofos que podem ser usados para organizar diversos materiais e até mesmo acomodar uma florzinha bem linda (oi, primavera!).

Para colocar essa ideia em prática, você precisa somente recortar uma parte da perna na altura desejada, aproveitando a barra original para a parte superior do cestinho. Recorte um círculo do mesmo diâmetro para fazer o fundo do cesto. Costurei a peça à mão mas se você tem aí uma máquina de costura, faça bom uso dela! 

Os materiais usados foram: cestinhos já costurados, tinta branca para tecido, pincel macio, furador em forma de florzinha e papel kraft 420 G. Você pode usar papelão ou acetato para fazer o "stencil" e furador de outro tema de sua preferência. 

Agora, antes de colocar a mão na massa, preciso dizer: aqui não existe muito segredo... mesmo! As fotos abaixo explicam o processo de criação simples, gostosinho e bem fácil de fazer. 






Se você gostou das ideias, aproveite aquela calça jeans velha escondida no fundo do armário para criar um projetinho faça-você-mesmo. Aqui apresentei três propostas e na internet você encontrará um tantão de outras ideias incríveis. Inspiração não vai faltar, certeza! 

Vamos colocar a mão na massa?!? 


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Casinha, porta-vela, colagem e porta-lápis

O post de hoje tem a intenção de compartilhar os projetinhos DIY que rolaram do lado de cá nos últimos dias. Ideias gostosinhas que você também pode fazer aí, usando o material disponível e a criatividade que está guardadinha dentro de você, esperando uma oportunidade para ir ao mundo!  

Durante este tempo, pensei o quão importante é sairmos da rotina até mesmo no fazer manual. Dar espaço às criações diferentes, deixando a imaginação fluir, rolar, da maneira mais gostosa  e livre possível. E ideias nunca faltam, né? É aquele vasinho criado a partir de lâmpadas descartadas, o porta-vela com lata de atum, o fio de luz com flores que você viu naquele perfil do instagram que é pura inspiração, a receita de cookies que você quer testar para presentear os professores, ideias para decorar o Natal que já está logo aí.

Não sei a sua, mas a minha cabeça parece não dar conta de armazenar tanta coisa que quero experimentar, fazer, criar. Seja para decorar a casa, presentear e também para incluir dentro do meu negócio criativo. Loucura isso, né?!

Vamos agora acalmar a mente, esquecer por um tempinho as outras ideias borbulhantes, e focar nas belezinhas que vou apresentar aqui! São propostas bem simples que podem render algumas horinhas de imersão no processo criativo. 

Olha só:


Esta casinha tem uma história linda. Ela pertencia à Alison, irmã da minha amiga Bia, que partiu deste plano há alguns anos. A Bia herdou a casinha (que tem par - são duas!) e a manteve na parede do seu quarto com a coleção de mini perfumes que pertencia à irmã. Começamos a conversar sobre a ideia de transformação: dar uma nova cara à casinha de forma que ela pudesse continuar representando o elo entre as duas mas também começasse a fazer parte da história da Bia, com suas cores, seus objetos queridos, suas memórias. Surgiu a ideia de revestir parte dela com retalhos de tecidos, numa mistura que gosto bastante (quem me acompanha há bastante tempo já deve ter visto outras criações por aqui), mantendo a originalidade da peça com as laterais na madeira. Uma transformação feita com muito carinho e boas energias.


Sobrinha casa mês que vem. A celebração, que será realizada no sítio da família, terá porta-velas criados a partir de vidros reaproveitados e decorados com a versátil caneta Posca. Arabescos, flores e corações foram desenhados à mão livre. Arrematei com rami para dar aquele toque especial. Casório com muita luz e amor!


Amiga querida fez aniversário esta semana e pra ela escolhi um livro que tem tudo a ver com nossas últimas conversas, o que estamos buscando pra vida. Para embalar algo comprado com tanto carinho, fui de colagem! Um envelope de papel kraft se transformou nesta embalagem com uma mistura de texturas bem bacana: ali tem página de livro, selo da Argentina, papel rendado, flor de tecido, washi tape e bolinhas brancas. Um charme, não?!

Já na foto da direita, um porta-canetas criado ontem à noite, assim, vapt-vupt. Tipo aquelas vontades loucas de comer um doce, sabe? Projetinho DIY que fez sucesso nas redes sociais e foi parar até lá no Stories (instagram) com a música da Sandy rolando solta! Proposta simples, gostosinha de fazer e que pode ser aplicada em muitas outras superfícies.

E aí, gostou das ideias?
Vamos colocar a mão na massa?
Aproveita o finde para criar um objeto fofo, um cartão personalizado, decorar aquela peça que já está pedindo uma carinha nova. O céu é o limite! :)


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Pausa no parque

Dias atrás, as condições para se trabalhar aqui em casa não estavam nada favoráveis: faxineira dando uma geral na casa e a reforma no apartamento de cima à todo vapor. Uma barulheira sem fim. Era quarta-feira e tinha planejado para aquele dia começar a redesenhar o meu novo negócio criativo, juntar minhas referências, revisitar estudos e anotações feitas no decorrer dos últimos meses. Em casa, essa tarefa não fluiria da maneira como eu gostaria. Então, não tive dúvidas: coloquei na bolsa canga, canetas coloridas, caderno, agenda, um petisco gostosinho e fui para o PARQUE!

A tarde estava linda, ensolarada e convidativa para estar em meio ao verde. O Parque da Juventude, localizado bem próximo à minha casa, acolheu-me de braços abertos. Acomodei-me embaixo de uma árvore com minha canga azul-vivo, presente de uma amiga muito querida (lembranças afetivas são ótimas companhias e sempre bem-vindas nessas horas!).

Primeiro, observei... o céu azul, o sol que batia no rosto à medida que o vento balançava os galhos da árvore, a família que fazia um piquenique ali perto. Depois senti o sorriso no meu rosto, o corpo relaxado, o entusiasmo e alegria dentro de mim. Por alguns instantes, juro que me senti adolescente, que sai de casa em busca de um respiro, um momento só seu, deixando para trás a rotina e as regras que limitam nossas experiências.

Também agradeci. Pelo insight, por ter ouvido minha intuição, por ter dado espaço ao que meu coração pedia naquele dia. E pensei em quantas vezes abri mão de momentos assim, engolida por uma rotina maluca, sem me permitir fazer uma pequena pausa.

Naquela tarde linda de inverno, também me emocionei muito. Fiz uma prece tão verdadeira que uma pequena lágrima escorreu pelo meu rosto. Conversei com o sol, o céu azul, com meus sonhos e com Deus. Pedi coragem para colocar em prática tudo o que estava brotando ali, entre palavras, registros, cores e folhas, sem precisar abrir mão do tempo e da energia dedicados ao meu bem mais precioso: minha família. 

Passei um pouco mais de duas horas ali. O caderno verde de "bolotas" pink voltou pra casa recheado de ideias, registradas sem nenhum tipo de critério. Simplesmente registradas. Na mesma leveza que tenho tentado viver cada novo dia - sim! é um aprendizado difícil e contínuo!


As coisas estão mudando por aqui. Eu não sou mais a mesma. O meu negócio criativo também não será mais o mesmo. Bendita seja esta pausa que eu me permiti viver de uma forma tão intensa. Estou mergulhada nas minhas inquietações, angústias e medos. Estou respirando sonhos, ideias e absorvendo tudo de lindo que sinto no coração. Estou revisitando minha história, minhas lembranças e emoções com uma coragem gigante e um olhar doce para comigo mesma. Estou aberta ao autoconhecimento como nunca estive antes. E feliz com este pacote todo que a vida está me dando de presente!

Encerro o post, te perguntando: quando foi a última vez que você se permitiu uma pausa para simplesmente observar a vida passar? Um momento de paz com você mesma? Um tempinho para sentir suas emoções aflorando? Convide-se a viver isso. Por uma hora, um dia, uma tarde, o tempo que for possível. Faça uma pausa. E se olhe para dentro!

"Felicidade não tem a ver com oba-oba, riso frouxo, vida ganha. Isso é alegria, que também é ótima, mas que não tem a profundidade de uma felicidade genuína que engloba não só a alegria como a tristeza também. Felicidade é ter consciência de que estar apto para o sentimento é um privilégio, e que quando estou melancólica, nostálgica, introvertida, decepcionada, isso também é uma conexão com o mundo, isso também traz evolução, aprendizado. Feliz de quem cresce. Mesmos aos trancos." Trecho da crônica "Quanta felicidade eu aguento?" da Martha Medeiros que está no livro Simples Assim.

Pense nisso... com carinho e o coração aberto!
E por falar em coração, um beijo para o seu! <3


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Na lousa

A lousa saiu das salas de aula e invadiu a decoração; virou febre nos últimos anos e veio pra ficar! Da decoração da casa à eventos, ela passou a ser quase que indispensável. E vamos combinar que ela é charmosa, descolada e também muito útil, né?! Para anotar recados, apresentar o menu da noite, deixar ao alcance dos nosso olhos frases inspiradoras, preparar a lista de compras e tantas outras funcionalidades que a lousa oferece.

Aqui em casa, temos duas: a lousa na lateral de um armário da cozinha onde anotamos trechos de livros, cardápio da semana e também onde amigos deixam recadinhos fofos, e a segunda que fica apoiada na prateleira da varanda. Esta, pequena, recebe frases que refletem muito o jeito de pensar e de viver da nossa família. Além disso, ela é muito especial por ter passeado por muitos eventos bacanas que a Rosa Pimenta esteve presente. Talvez aí esteja a explicação para o carinho que tenho por ela. Era uma lousa simples, dessas que crianças usam para brincar até que veio a inspiração de revesti-la com retalhos de tecidos estampados e coloridos. O resultado? Uma moldura pra lá de linda!



Existem diversos materiais disponíveis, variando de preço e modo de aplicação. O adesivo vinílico fosco (nas cores preta e verde) é barato e se encaixa perfeitamente em um projeto DIY (ou faça-você-mesmo), já a madeira exige um pouco mais de habilidade com o manuseio de ferramentas específicas mas também pode ser encomendada à um bom marceneiro; a tinta oferece ótimo custo-benefício e pode ser aplicada desde grandes superfícies até pequenos objetos, como vasos e garrafas; e as placas, com uma moldura bem bacana, dão um toque todo especial àquele cantinho da casa.  

Vamos a algumas ideias lindas que encontrei no Pinterest e no site Studio 1202:





De tão versátil, a lousa chegou para ganhar seu espaço também em eventos, festas e confraternizações, e é usada da apresentação do menu à demarcação de lugares, passando por recadinhos de agradecimento. Olha só essas ideias fofas:


Não há limites para a imaginação quando o assunto é lousa. Sim! Ela tem seu lado lúdico muito presente e nos remete à infância, nos inspira a desenhar, escrever, expressar o que de mais incrível há dentro da gente. E quando combinada com outros objetos mais elaborados, ela ganha lugar de destaque e passa a ser peça decorativa das mais bonitas.

Tem uma lousa em casa? Não?!
Então, pense na funcionalidade do espaço, no tamanho e material ideal para já sair em busca da sua lousa perfeita. Uma coisa eu garanto: tem opção para todos os bolsos e gostos e sua casa vai ganhar um charme todo especial e único.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

A charmosa Buenos Aires

Voltar para Buenos Aires depois de treze anos da minha primeira visita foi realmente maravilhoso. Primeiro porque a vontade de retornar à cidade era muito grande. Segundo porque foi a primeira vez que viajei sem a família, na companhia de uma amiga, e posso dizer que a experiência foi bastante interessante, prazerosa, ainda que o coração estivesse um tantinho apertado (coisas de quem ama viver grudadinha com a família, até para explorar o mundo!).

Voltando à Buenos Aires...

A cidade continua linda. Com sua arquitetura exuberante, ora moderna ora antiga, seus parques e praças arborizados, ruas e avenidas planas, cafés e lojinhas por todos os lados, limpa e segura. Um convite para explorá-la da melhor maneira: à pé!

Foram apenas 5 dias... suficientes para visitar os principais pontos turísticos, degustar da gastronomia portenha, apreciar tudo de encantador que a cidade oferece. Esse era o principal objetivo da viagem e conseguimos cumpri-lo através do roteiro que preparamos ainda aqui no Brasil, com pesquisas em blogs e redes sociais.

1º dia - Chegamos à cidade na quarta-feira, dia 28/6, no meio da tarde. Escolhemos o Hotel Etoile, no bairro Recoleta, para nossa estadia. Bem localizado e com ótimo custo-benefício. Deixamos as malas no quarto e logo saímos para explorar a cidade. Uma parada para um café no Inside Tea Connection e depois seguimos para a Av Santa Fé. Visitamos o esplendoroso El Ateneo Grand Splendid e retornamos à Recoleta para encerrar a noite no Hard Rock Café, localizado no Buenos Aires Design Center.



2º dia - O dia começou com uma visita ao Cemitério da Recoleta onde estão os restos mortais de personalidades da política, arte e cultura, dentre elas, o de Evita Perón. Caminhamos em direção ao centro antigo da cidade, exploramos as livrarias e sebos da Av Corrientes, o monumento mais famoso da cidade localizado na Av 9 de Julio, o Obelisco. Fizemos uma pausa no clássico e mais antigo café de Buenos Aires, Café Tortoni, visitado por muitos turistas (recomendamos as medias lunas e o churros com doce de leite!). Seguimos até a Plaza de Mayo onde também está localizada a Casa Rosada que é a sede do governo argentino. Em Puerto Madero, logo adiante, tivemos a oportunidade de conhecer a arquitetura moderna da cidade, onde estão localizados muitos hotéis e empresas e tem como destaque o canal do Rio de La Plata e a Puente de La Mujer. Terminamos com um almoço delicioso no Cabana de Las Lilas - se há um lugar onde se come um chorizo delicioso é lá e ainda com uma vista maravilhosa! Retomamos a caminhada até chegarmos à Calle Florida que é muito popular e, por esta razão, deixa de ser um lugar para caminhar tranquilamente já que as abordagens feitas por cambistas são constantes e a orientação dos comerciantes para termos total atenção às bolsas e objetos pessoais nos deixam um pouco inseguros. Empanadas deliciosas no El San Juanino (as melhores, garantimos!), localizado na Recoleta, foi a escolha para o nosso jantar.





3º dia - O bairro Recoleta é considerado parte do centro da cidade e neste terceiro dia, escolhemos explorar o lado direito do mapa, começando pelo bairro Palermo. Lá visitamos o Jardín Japonês, bem cuidado, lindo e que em 2017 completa 50 anos na cidade (para celebrar a data, visitantes são convidados a registrar em um mural seus desejos, sonhos e agradecimentos, com pequenos cartões adquiridos na lojinha ao lado). Vizinho ao Jardín Japonês está o El Rosedal, situado no coração do Parque Três de Febrero, e que conta com mais de 18.000 rosas. Infelizmente a estação fria, seguida do Outuno, já não nos permitiu apreciar a beleza completa do lugar (que tínhamos já visto em fotos); poucas espécies pareciam resistir às baixas temperaturas. Seguimos em direção à Palermo Viejo, bairro mais descolado, com suas lojinhas, ateliês, cafés e restaurantes. Uma pausa para um almoço gostosinho na charmosa Le Pain Quotidien localizada na calle Armenia. Passeamos pela Plaza Serrano, também conhecida pela feirinha de produtos artesanais e rodeada por lojinhas bacanas, cafés e bares. Algumas ruas à frente, conhecemos o Districto Arcos que é um outlet à céu aberto. Retornamos ao hotel de maõs vazias (sim, os preços do outlet não eram nada convidativos!) caminhando pela Av Santa Fé, desta vez no sentido contrário à parte da avenida que fizemos no dia em que chegamos à cidade. Antes de colocarmos os pezinhos para o alto, escolhemos o café La Panera Rosa, bem coladinho ao hotel (e que conta com várias outras unidades igualmente charmosas espalhadas pela cidade, para fazer um lanchinho e apreciar o lindo entardecer em Buenos Aires.





4º dia - O dia amanheceu ensolarado, com pouco vento e perfeito para um dos passeios mais desejados: passeio de barco pelas ilhas do Delta, na cidade de Tigre, que está localizada a 32 km da capital Portenha. Contratamos o passeio no próprio hotel já que não tínhamos certeza se conseguiríamos fazê-lo por conta do tempo (inverno em Buenos Aires é chuvoso). Saímos do hotel as 9h da manhã e seguimos de van até o Tigre, onde pegamos um barco na Estação Fluvial e conhecemos as diversas moradias (muitas delas de veraneio) e modo de viver dos habitantes de lá que fazem tudo utilizando barcos. Terminado o passeio, seguimos com a van até a cidade vizinha, San Isidro, onde está localizada a belíssima catedral de mesmo nome. De volta à capital, já no início da tarde, almoçamos no Croque Madame do Museo Arte Decorativo, sentadas em uma mesinha no jardim pequeno e acolhedor. Era sábado e na praça próxima ao hotel acontecia uma feira com mais de 200 artesãos. Uma ótima oportunidade de conhecer o artesanato local e apreciar trabalhos encantadores. O sol já começava a se despedir da cidade quando nos recolhemos para, então, mais à noite, aproveitar um dos entretenimentos mais procurados por quem visita Buenos Aires: show de tango. E nosso escolha foi o famoso Señor Tango, que dizem não apresentar a essência do tango, mas que aos nossos olhos, não deixa de ser um espetáculo que apresenta um pouco da história desta dança que arranca suspiros. Optamos pelo show sem o jantar (seguindo a dica de alguns blogs) e fizemos um lanche rápido, já madrugada adentro, no também tradicional Café La Biela, colado ao hotel.








5ºdia - Chegamos ao nosso último dia na cidade e para fechar a viagem com chave de ouro, visitamos os bairros Caminito e San Telmo localizados no lado esquerdo do mapa. As cores fazem do Caminito um lugar interessante apesar da sua arquitetura simplista. Lá, turistas passeiam pelas ruas que geralmente são indicadas por guias turísticos e taxistas (foi o nosso caso) já que o bairro tem fama de ser perigoso. Respeitamos a orientação do taxista e apreciamos suas cores e lojinhas que são perfeitas para comprar souvenirs. Muito próximo dali, está o estádio La Bombonera cuja visita dispensamos. Uma foto do estádio por fora (que não é lá essas coisas!) foi suficiente e tinha um único objetivo: mostrarmos para nossos meninos! Depois, caminhamos até o bairro San Telmo onde acontece a feira de antiguidades mais popular da cidade, na Plaza Dorrego. Muito burburinho, gente descolada e turistas que apreciam este tipo de passeio. Caminhamos pelas ruas de paralelepípedos que contornavam a praça e também outras do bairro, como a Calle Defensa, onde estão concentrados muitos dos importantes antiquários da cidade. Almoçamos no Café La Poesia. Retornamos ao hotel de taxi (observem que este foi o primeiro e único dia que usamos este serviço porque os bairros visitados nesse dia eram mesmo muito distantes) e jantamos no café-restaurante Bartola, com uma mistura de decoração industrial e clássica, lugar que elegemos para nossa despedida desta cidade. Sim, era chegada a hora de arrumar as malar, guardar todas as belas recordações da viagem e partir!!







Minhas considerações finais sobre esta viagem:  

. Definitivamente esta não foi uma viagem para compras. Apesar das tentadoras ofertas de produtos belíssimos, a maioria deles de couro, os preços estavam salgados demais;
. Buenos Aires acolhe qualquer tipo de viajante: o que deseja uma viagem romântica com seu par, quem viaja em família, com amigos e (acredito eu!) até mesmo famílias com crianças, fazendo-se necessária, claro, uma adaptação no roteiro - quem tem filhos sabe do que estou falando.
. Come-se muito bem em Buenos Aires. Portanto, viajar pra lá desejando não ganhar uns quilinhos extra é um verdadeiro pecado. Se joga na gastronomia local, desfrute do doce de leite cremoso, das medias lunas que estão por toda parte, dos alfajores, das massas, tortas e tantas outras delícias. E deixe para pensar na dieta depois - ninguém morre por isso! Garanto!
. Aproveite para conhecer a cidade caminhando. Os pés podem até se queixar um pouquinho no final do dia mas valerá à pena porque você terá oportunidade de conhecer uma Buenos Aires encantadora. E falo isso por experiência própria: mesmo com o pé direito machucado (sofri uma lesão dias antes da viagem), consegui desfrutar do passeio, explorando tudo o que a cidade tinha a me oferecer.
. Buenos Aires está logo ali e não é preciso mais de cinco dias por lá. A menos que você queira aproveitar para conhecer outras cidades como Mendoza (famosa por suas vinícolas)ou, então, dar um pulinho no Uruguay para conhecer a cidade de Colonia del Sacramento.

Recadinho à minha companheira de viagem: muito obrigada por me apresentar uma Buenos Aires linda e diferente! A cada viagem volto pra casa inspirada, renovada e me conhecendo melhor. Feliz por você ter feito parte disso! 

E à você que teve paciência de chegar até o final deste post, agradeço o carinho! Espero ter, de alguma forma, te inspirado a visitar (ou revisitar) esta cidade tão única e especial.

Até breve! 
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